fevereiro 7, 2013

Colega designer, envie seu projeto!

por thaís serafini

Sumir do próprio blog é coisa feia, eu sei. A frase que ouvi de uma grande amiga hoje acabou me trazendo de volta aqui para tentar superar o perfeccionismo e a falta de tempo que me mantinham afastada: “Melhor feito do que perfeito“. Acredito ainda (mais) na importância e no poder do Design, portanto, a ideia é retomar o ritmo de posts e de falação por aqui.

Pra coincidir bem com o retorno, compartilho uma iniciativa bem legal que conheci hoje. Os móveis da Oppa não são mais exatamente uma novidade mas só agora fui conhecer um pouquinho melhor a empresa.

Tem coisas bonitas, coloridas e capazes de deixar qualquer espaço bem mais bonito e funcional – na imagem abaixo, a linha desenvolvida com a Neon, marca brasileiríssima que adoro também – mas a parte do “Como trabalhamos” merece o destaque (por hoje, pelo menos).

Captura de tela 2013-02-06 às 21.44.49

 

 

Oppa design

Colegas designers, a Oppa não só se apresenta como “uma equipe apaixonada pelo smart design” (o que por si só já seria admirável) mas nos convida a enviar projetos! A equipe do Estúdio Oppa seleciona os projetos e os torna realidade, produzindo e vendendo no site com royalties e perfil do autor junto ao produto. Lindo, né? Tenho curiosidade pra conhecer projetos enviados ou designers que já tenham sido selecionados pra então saber do processo todo. Que essa ideia sirva de modelo porque estamos precisando!

Captura de tela 2013-02-06 às 21.43.03

 

novembro 28, 2012

Kipling addicted

por thaís serafini

*Quero ser uma correspondente Kipling

Entre os tantos posts pagos, blogs patrocinados e publieditoriais que vemos por aí, fiquei animada com o concurso de uma marca que realmente faz parte da minha vida e da qual me sentiria confortável a escrever sobre. Este é o primeiro de 3 posts que escrevo – inspirados em temas pré-determinados pelo concurso – para concorrer a “Correspondente Kipling”, marca que eu adoro e uso com orgulho há mais de uma década.

O primeiro da série é sobre as 5 novas cores de primavera que a Kipling lançou.  Apesar de moda e estilo já terem sido assunto por aqui algumas quantas vezes, este continua sendo um blog de design, mais especificamente de design de produto, e é daí que veio a minha ideia de relacionar as cores da “Spring” com outros objetos, em uma espécie de moodboard, que comprova também que a relação dos produtos que a gente veste com os demais objetos é muuuito mais forte do que a gente imagina.

Os créditos dos produtos utilizados estão a seguir. Com vocês,  Dark Peony, Cabbage, Gentle Grey, Flash Blue e Lilac.

Qual a tua favorita? Confesso que mesmo depois de criar tudo isso ainda não consegui escolher….

Board Dark Peony: em sentido horário, cadeira via Dezeen, conceito da nova VW Kombi, Inflated Latex Lamps de Eden Ohana e DropBowl via Dezeen | board Cabbage: Taco Plates, editorial de Floor Knaapen e extensor de fio built-in | board Gentle Grey: da dir. para esq. Cat Measuring Cups, DIY Glitter Fruits e ’cadeira Loop de Willy Guhl | board Flash Blue: no sentido horário, relógio Take Time de Mathieu Lehanneur, MINI, chaleiras Le Creuset e banqueta Modest Stool de Paul Menand | board Lilac: começando no topo, bed concept via Designbuzz, cassaroles Le Creuset e papier mache Lamps.

setembro 11, 2012

Para pensar no futuro com Emily Piloton em Salvador

por thaís serafini

“Sejamos sinceros, designers, nós precisamos nos reinventar. Precisamos nos re-educar em torno de coisas que importam, precisamos trabalhar mais fora da nossa zona de conforto e precisamos ser cidadãos melhores nos nossos quintais.”

A autora desta frase está entre os principais motivos que me levam a Salvador na próxima semana para a Conferência Internacional Design para vida. Antes de apresentar esta designer revolucionária, vale lembrar que o evento está com as últimas inscrições abertas e oferece descontos para grupos e alunos – além da super oportunidade de discutir o design na prática com gente qualificada e interessada.

Emily Piloton é uma designer americana que não conseguia entender como é que produzir 5 mil mesas de bambu poderia ser considerado sustentável. Frustrada com trabalhos sem sentido, Emily fundou aos 26 anos a organização sem fins lucrativos Project H para criar soluções de design para os mais necessitados. Antes que alguém se pergunte, H significa os valores centrais da dupla (Emily e seu parceiro Matthew Miller): humanity, habitats, health, happiness, heart, hands.

O Project H criou em 2009 o Studio H, uma espécie de grade curricular baseada no design para ser aplicada em escolas, então a convite do visionário diretor de uma highschool em uma comunidade rural extremamente pobre, onde existem mais prédios desocupados e abandonados do que em uso, de onde escapam os jovens para estudar e nunca mais voltam.

O projeto é incrível demais para ser resumido aqui e por isso deixo o vídeo da Emily no TED, tenho certeza de que é suficiente para inspirar designers, educadores e profissionais a enxergar o potencial do design aplicado à educação e a serviço de uma comunidade necessitada.

Atualmente o Studio H está em uma nova escola nos Estados Unidos para iniciar mais um projeto de educação em pequena escala, com as mesmas guias apaixonantes:

1. Não existe design sem ação crítica, 2. Nós projetamos/fazemos design COM e não PARA, 3. Nós documentamos, compartilhamos e mensuramos, 4. Começamos de maneira local para escalar de maneira global 5. Projetamos sistemas e não coisas e 6. construímos resultados em soluções de design simples e eficientes que dêem autonomia para as comunidades e construam capital criativo coletivo.

Design para vida > programação e inscrições.

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