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Vik Muniz, finalmente um brasileiro.
Pensando em escrever sobre o artista plástico Vik Muniz percebi que infelizmente oa artistas brasileiros não aparecem muito frequentemente por aqui. Preconceito meu ou das minhas fontes? Ou a nossa participação e alcance no mundo das artes e design ainda são iniciantes demais? Muitos dizem que é porque ainda estamos numa fase de descobrir nossa identidade própria e deixar de copiar o que é produzido lá fora. Apesar de não querer desmerecer a nossa área com uma generalização dessas, eu concordo. Mas não é nossa culpa unicamente, quem vive o Brasil sabe que por aqui ‘o buraco é mais embaixo’.
Mas voltando ao tema, o Vik Muniz é um destes que já encontrou há tempos a sua maneira de se expressar artisticamente e por isso é o artista brasileiro que mais vende no estrangeiro (segundo o seu próprio filme). Falando nele, Lixo Extraordinário foi filmado durante dois anos em um projeto com os catadores de lixo em um dos maiores aterros sanitários do mundo, na periferia do Rio de Janeiro. Indicado ao Oscar de Melhor Documentário neste ano, é um retrato sensível de uma profissão erroneamente desvalorizada no nosso país ao entrar em contato com a realidade da arte contemporânea.
E falando em retratos, especialidade do Vik, compartilho abaixo algumas de suas obras realizadas com outros materiais insólitos, além do lixo.
Via La Boite Verte. Viram só, compartilhado por blog francês e não brasileiro.
Estátua Humana no Espace Louis Vuitton Tokyo
Xavier Veilhan impressionou de tal maneira os executivos da Louis Vuitton com suas instalações nos últimos anos que foi convidado para inaugurar o prestigiado Espace Louis Vuitton Tokyo com sua mostra Free Fall. O artista francês costuma criar obras especialmente para o local onde serão apresentadas, e por isso o conceito para a Tokyo Statue nasceu assim que Xavier conheceu a galeria da marca, localizada no sétimo andar e totalmente envidraçada, conferindo a sensação de flutuar pela cidade. A forma humana em um pedestal, composta de triângulos planos, que fita o horizonte. O verde escolhido é considerado estranho para estátuas, porém é a cor de um banco em uma praça de Paris e, assim como o espaço para sentar localizado em seu pedestal, convida o visitante a parar e admirar a vista, transformando-se finalmente em parte da própria obra.
“A maneira que uma pessoa olha para uma exibição é muito importante para mim, mas também é importante que o visitante seja consciente da sua presença e do seu olhar.” Sobre a arte contemporânea, Xavier comenta ainda a filosofia das suas obras: “Eu sempre tento deixar um traço de tecnologia; é um paradoxo, mas é o que faz algo ser permanente, situando-o em seu tempo.”







