Posts tagged ‘#bienal de veneza’

agosto 22, 2011

Onze coisas pesadas

por thaís serafini

Este é o nome do projeto de Miranda July criado em 2009 para a 53a edição da Bienal de Veneza e que agora está em exposição no MOCA em Los Angeles. São onze “esculturas” criadas para a interação, através de curiosos pedestais e até tables com furos para parts do corpo.

A artista convida o visitante a posar e/ou fotografar: “estas são onze oportunidades para fotos, em uma cidade onde se está sempre agarrado à uma câmera. Apesar de o trabalho começar como escultura, transforma-se em uma performance que só é completa quando estes turistas fazem o upload de suas fotos em blogs pessoais ou as enviam por e-mail, então o público muda e o sujeito claramente vira participante, revelando-se através do trabalho.”

 

miranda july

 

miranda july 2

 

miranda july 3

 

miranda july 4

 

 

via

julho 26, 2011

Glasstress

por thaís serafini

Evento paralelo à Bienal de Veneza (alguns de seus destaques apareceram aqui e aqui, lembra?), a Glasstress está em sua segunda edição e tem o vidro como elemento principal, e consequentemente sua utilização na arte contemporânea. Apresentando de junho a novembro os trabalhos de 60 artistas, designers e arquitetos renomados, pretende afirmar o vidro como símbolo contraditório de modernidade e de antiguidade ao mesmo tempo.

Originalmente um material nobre usado para propósitos funcionais, através dos séculos, o vidro teve que exercer grande pressão e gastar enormes esforços para se libertar dos clichés que o aprisionaram e relegaram seus usos a contextos limitados.

Belas palavras renderam belos resultados, alguns escolhidos nas imagens a seguir (na ordem,  projetos de Jaime Hayon, Atelier Van Lieshout, Charlotte Gyllenhammar, Patricia Urquiola).

 

glassstress_2011_jaime_hayon_

 

glassstress_2011_atelier_von_lieshout

 

glassstress_2011_charlotte_gyllenhammar

 

glassstress_2011_patricia_urquiola

 

 

 

junho 20, 2011

Marina Abramovic na Bienal de Veneza 2011

por thaís serafini

Não acredito ser capaz de apresentar o trabalho e a filosofia de uma artista como Marina Abramovic. Considerada a ‘mãe da performance art‘, nascida na Sérvia, apresentou instalações memoráveis como a “The artist is present” realizada no MoMA em 2010, em que ela encarava por sete horas os vistantes em seus olhos, pois acredita que é uma atitude mais intimidadora e reveladora do que apresentar-se nu.

Para a Bienal de Veneza deste ano (alguns destaques apareceram aqui e aqui), Marina está presente em duas mostras diversas  (infelizmente não consegui localizar imagens interessentes de nenhuma): no Palazzo Bembo ela integra a exposição Personal Structures com outros 28 artistas internacionais, tratando dos conceitos de tempo, espaço e da existência.

marina abramovic na biennale

A mais interessante, porém, é no pavilhão de Montenegro (sim, é um país): “The Fridge Factory and Clear Waters” é um vídeo que fala de suas raízes montengrinas e da criação de um grandioso centro de performance art no país. Obod, uma antiga fábrica de geladeiras situada em Cetinje, irá ceder o espaço para o MACCO (Centro Cultural Marina Abramovic). Ninguém melhor do que a artista para descrever seu sonho de trazer de volta ao seu país o reconhecimento conquistado no mundo todo:

“Obod foi fundado para produzir geladeiras para toda a ex-Iugoslávia e continua um exemplo do ideal do comunismo, da industrialização e do modernismo.  [...] Acredito que é o momento certo para ‘descongelar‘ Cetinje; estou pronta para contribuir pessoalmente porque quero que as boas ideas e iniciativas se realizem em Montenegro, e desejo que Cetinje se transforme em um centro ativo e importante da arte contemporânea.”

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