Reinvenção social

por thaís serafini

Eu diria que é, no mínimo, engraçado eu ter que vir a conhecer o trabalho de uma designer brasileira através do blog de um evento realizado na África do Sul, tendo que retraduzir sua entrevista para o português. Sim, porque provavelmente ela não esteve dando entrevistas no FantáXtico ou Globo Repórter. Fico feliz pelo reconhecimento internacional, mas já era hora de (re)conhecermos nossos próprios designers.

A Paula Dib, por exemplo, que aplica o design sustentável à comunidades, usando habilidades e recursos locais, já foi reconhecida pelo British Council com o prêmio International Young Design Entrepreneur of the year e é fundadora do Transforma Design. Pois é, eu também não sabia disso.

Seu processo inclui muito diálogo, respeito, curiosidade e trabalho coletivo direto com os membros das comunidades: “O que eu tento fazer é pensar criativamente e agir de maneira local em contextos e circunstâncias diferentes.

 

De situações micro à macro, o papel do designer deve ser enxergar necessidades e públicos especificos, principalmente em um país tão grande e desigual como o nosso, e (tentar) ir contra uma situação de globalização extrema e de produtos sem personalidade. Eu admiro o design holandês, a qualidade Made in Italy e assim por diante, mas me decepciona ver indústrias da minha cidade ou região que, ao invés de desenvolver produtos com identidade própria e local, preferem continuar produzindo cópias.

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