Tuitando em nome do design

por thaís serafini

Uma conversa, teoricamente, é uma troca de idéias, seja em forma de perguntas, respostas ou constatações, na qual devem estar envolvidas duas ou mais pessoas. A revolução da comunicação através da internet criou conversas não necessariamente presenciais, através dos mais diversos meios, e que podem muito bem afastar pessoas reais ou aproximar aquelas ‘virtuais’.

O Twitter tem sido um destes meios e foi o escolhido para o debate “One Day for Design”, que possuía a grandiosa premissa de engajar os designers em uma conversa global.

O dia 13 de abril foi o escolhido pela AIGA, a Associação profissional para o design, e há poucos dias os números e dados desta iniciativa foram contabilizados e revelados. A hashtag escolhida para organizar as tuitadas era #1d4d e oito nomes de peso do design online serviram de ‘mediadores’.

Segundo o relatório, foi gerada praticamente uma ‘cachoeira’ de opiniões, pensamentos e ideias, mesmo que tenha levantado também críticas quanto à escolha do twitter como meio apropriado para este tipo de iniciativa. (A minha opinião é positiva, qualquer conversa ou debate é valido e o twitter é uma ferramenta com dinamismo e alcance internacional adequados).

Foram 3,137 usuários a tuitar com a hashtag do tema e entre os posts mais populares dos nomes mais ativos estão os seguintes (a lista completa está disponível no site):

If you can’t find a solution, you haven’t found the problem.”

frase de John McConnel com 112 retweets.

“Don’t worry about people stealing your design work. Worry about the day they stop.”

(90 retweets)

“Good ideas come from extended aimless walks. Bad ideas come from Google images.”

(49 retweets)

Outro levantamento interessante dos posts daquele dia revelou que o ponto de interrogação teve uso predominante, tendo sido utilizado 1,670 vezes, enquanto o de exclamação teve 1.211 usos e as reticências 433. Além disso, o levantamento de vezes que cada palavra mais utilizada apareceu nos tuits é interessante nesse efeito ‘imãs de geladeiras’:

Obviamente estes dados crus são apenas os números de uma iniciativa pioneira, mesmo que talvez ainda não sejam suficientes para transformá-los em ações ou direções para o futuro, por exemplo. Os responsáveis pelo projeto concluem que mais importante do que gerar estas estatísticas, este foi na verdade um exercício, pois o importante mesmo era iniciar a conversa e tentar mostrar o potencial por trás das 30.000 tuitadas resultantes do projeto.

Apesar de restarem algumas divagações pessoais (O que isso revela do público ativo da internet sobre design? Qual o poder de alcance que iniciativas práticas como estas podem ter no dia-a-dia dos profissionais do design?), é indiscutivel a necessidade de mais conversa e maior troca nesse campo, no qual infelizmente os profissionais ainda tem aquele medo de serem copiados.

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