Marian Bantjes e a sua contribuição visual à sociedade

por thaís serafini

Seus trabalhos gráficos são lindos como poucos, seus estudos de tipografia são inspiradores e sutis como as formas da natureza, Marian Bantjes possui mesmo um traço particular. Há algum tempo a acompanho e tive até a sorte de ver (de pertinho) no Salone del Mobile de 2010 uma mesa sua em parceria com a Droog (foto abaixo). Graças ao Brain Pickings pude relembrar a apresentação da Marian no TED Talks. Vale a pena acompanhar a sucessão de imagens acompanhadas pelo discurso veloz e simpático da designer canadense. Eu gostaria de destacar, porém, a parte final, pois compartilho imensamente dos mesmos questionamentos e anseios.

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“Vocês sabem, tenho que falar, é realmente difícil para alguém como eu vir ao palco nesta palestra com essas mentes super brilhantes que estão pensando sobre esses assuntos amplamente importantes, mudanças mundiais, mudanças de vida, ideias e tecnologias. E é muito, muito comum para designers e pessoas das artes visuais sentir que nós não estamos contribuindo o suficiente. Ou pior, que tudo que nós estamos fazendo é contribuir com o acúmulo de lixo. Eu estou aqui, eu estou mostrando a vocês algumas imagens bonitas e falando sobre estética.

Mas eu acredito que o trabalho visual verdadeiramente imaginativo é extremamente importante na sociedade. Da mesma forma como eu sou inspirada por livros e revistas de todos os tipos, por conversas que eu tenho, por filmes, eu também penso, quando eu coloco o trabalho visual lá fora na mídia de massa, um trabalho que seja interessante, incomum, intrigante, trabalho que talvez amplie a habilidade de questionar da mente, que eu estou semeando imaginação na população.

mbantjes

E a gente nunca sabe quem vai pegar alguma coisa disso e transformá-la em alguma outra coisa. Porque a inspiração é capaz de polinização cruzada. Então um pouco da minha pode inspirar um dramaturgo ou um romancista ou um cientista, isso pode, por sua vez, ser a semente que inspira um médico ou um filantropo ou uma babá. E isso não é algo que voce pode quantificar ou rastrear ou medir. E nós tendemos a subvalorizar as coisas na sociedade que não podemos medir.

Mas eu realmente acredito que uma sociedade completamente operacional e rica precisa dessas sementes vindo de todas as direções e de todas as disciplinas a fim de manter os mecanismos ds inspiração e da imaginação fluindo, circulando e crescendo. Então é por isso que eu faço o que faço e porque eu gasto tanto tempo e esforço nisso, e porque eu trabalho na esfera comercial e pública, em oposição à esfera isolada das belas artes.

Porque eu quero que tantas pessoas quanto possível vejam meu trabalho, o notem e sejam atraídas por ele, e sejam capazes de aproveitar alguma coisa dele. E eu, na verdade, realmente sinto que vale a pena gastar o meu precioso e limitado tempo na Terra dessa forma.”

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