As catedrais e a inquietude

por thaís serafini

O filósofo suíço Alain de Botton, em uma interessante entrevista publicada pela Revista Cult, confirmou o que já suspeitávamos: a ansiedade é contínua para o homem contemporâneo, uma “preocupação constante sobre a nossa permanência no mundo.”

A psicanálise e a evolução da humanidade justificam termos atingido essa situação tal de inquietude, além de questões como ego e status social. O filósofo comenta também que a própria filosofia e outros estudos semelhantes, além da meditação, ajudam a criar uma perspectiva externa à própria ansiedade. Assim como qualquer coisa que nos retire da esfera humana, nos acalamando ao restaurar nosso ponto-de-vista sob as causas dos nossos dramas, e segundo ele a arquitetura tem grande poder para isso.  “…as grandes catedrais francesas da Idade Média – de fato têm o poder de diminuir nossa ansiedade porque nos colocam em contato com algo muito maior do que nós mesmos.”

Fico feliz quando alguém consegue construir uma teoria sobre um sentimento meu que eu não sabia nem bem explicar. Me acompanhem nos meus exemplos (sim, meus olhos tiveram sorte já nessa vida), mas acho que agora o meu fascínio faz ainda mais sentido:

bergamo-IT

 

notredame-paris-FR

 

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duomo-milão-IT

 

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siena-IT

 

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sagrada-familia-barcelona-ES

 

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