sustentabilidade bonita

por thaís serafini

Como designer e pessoa um pouco consciente, defendo projetos sustentáveis praticamente acima de tudo, mas isso não quer dizer sem critérios. Muitos se dizem ecologicamente corretos sem nem ter a dimensão do que isso significa por completo (por exemplo, o que vem a ser um banco sustentável que a gente vê nas propagandas..?).

Acredito também que um produto criado dentro dos parâmetros da sustentabilidade precisar ser, no mínimo, tão atraente no visual quanto os demais produtos.É difícil um produto competir nas vendas quando ser sustentável significa, além de muitas vezes ser mais caro, ter cara de reaproveitado/reciclado/ecológico.

Nesse mesmo assunto, a última coluna da ídola Alice Rawsthorn no NYT dividiu alguns exemplos em um ‘estudo’ quanto ao nível de responsabilidade ecológica e o de atrativos estéticos em: 1) responsáveis e não desejáveis, 2) desejável mas não responsável, 3) responsável e desejável.

Abaixo estão as imagens de dois exemplos da primeira categoria: o Samsung Replenish, construído com 35% de de plástico reciclado e que tem outros 82% de materiais recicláveis. Além disso, tem como opcional uma ‘capa’ para a bateria que é um carregador solar. Para os olhos da crítica Alice o modelo parece desajeitado, com cores berrantes e utiliza tipografia de gosto duvidoso.

replenish samsung

Quanto à cadeira a seguir (“Chairs, chairs, chairs. Design magazines, books and museums are stuffed with them“), chama-se Zartan e é obra do renomado Philippe Starck com a italiana Magis. O material, ainda em desenvolvimento, será um formulado orgânico especial que será reciclável e biodegradável, perfeito, não? Porém não tem tantos pontos a favor quanto se trata de estética, especialmente quando comparada aos milhares de outros modelos de cadeiras mais interessantes e menos responsáveis, muitas desenhadas pelo próprio Starck.

zartan chair

E, finalmente, Ms. Rawsthorn cita um projeto que ganharia o simbólico troféu e está atualmente em desenvolvimento: o designer italiano Martino Gamper tem garimpado as ruas de Turim à procura de elementos que possam ser transformado em novo mobiliário. Considerado seu projeto mais ambicioso, deve ser apresentado na mesma cidade em setembro, e eu já estou curiosa!

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