O prêmio mais rico do design internacional

por thaís serafini

Claro, distribuir mais de 500 mil euros em prêmios faz do INDEX: Design to Improve Life Award o prêmio mais ‘rico’ disputado por designers, mas o mais importante mesmo é que esse concurso dinamarquês evidencia projetos realmente capazes de melhorar vidas.

De maneira geral, os finalistas deste ano, anunciados na semana passada em Copenhagem, devem ilustrar principalmente os campos do design humanitário e sustentável. Criado em 2005, o INDEX: pretende manter viva a herança humanista do design daquele país. E tem mantido este propósito, além de comprovar que o design humanitário tem ganhado cada vez mais adeptos e atenção, pois no ano de criação do concurso a maioria dos projetos finalistas não passava de conceitos.

Entre os ganhadores de 2011, está um projeto social de moradia para a cidade de Monterrey, no México, do grupo chileno Elemental, no qual os investimentos do governo são usados para construir a metade de cada uma das 70 casas, deixando que os futuros residentes completem a medida que puderem. Na ‘primeira metade’ estão a cozinha, banheiro e escadaria, assim como os ‘espaços’ a serem preenchidos conforme necessário.

 

 

 

 

Outra iniciativa reconhecida é o projeto de um grupo sueco que pretende trazer segurança aos ciclistas que não gostam de usar capacetes: um “colar” inflável que protege a cabeça do ciclista como se fosse um air-bag. A cidade de Seoul, capital da Coréia do Sul, tem sido replanejada para se tornar uma cidade mais agradável e ‘verde’ pelo Design Seoul e um grupo do governo local. Mais de três milhões de árvores foram plantadas, espaços públicos foram criados e a beira do rio foi revitalizada neste projeto também vencedor do INDEX.

 

 

 

Finalmente, dois projetos de design social tem priorizado as crianças e o ensino: um no México, que conseguiu baixar custos e facilitar o atendimento de crianças com problemas de visão, trazendo óculos grátis para mais de 350.000 crianças; e outro fundado na Índia, chamado Design for Change, que convida as crianças a identificarem algo que as preocupa e, consequentemente, achar a sua solução. Mais de 300 mil escolas em 33 países aderiram ao projeto, onde os problemas (e soluções) vão desde angariar fundos para ter computadores nas escolas ao casamento na infância.

Palmas para os vencedores e, principalmente, para um prêmio com valores tão importantes como o INDEX dinamarquês.

 

via

 

 

 

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