Gaetano Pesce: entrevista e studio

por thaís serafini

Outro post para finalizar esse 2011 não poderia ter assunto diferente: design italiano. Minha admiração não é novidade pra quem acompanha o design por aqui, e Gaetano Pesce é figurinha mais que conhecida deste blog.

Pois então que falar das ideias de Pesce, mostrar algumas imagens do seu studio em New York – onde vive desde os anos 80 – e destacar alguns trechos de uma entrevista sua é sim boa oportunidade para finalizar uma etapa (2011) e começar outra. E falemos do futuro: para ele, o que irá nos salvar é a felicidade em criar e a diversidade humana. Uma das descobertas que considera mais importantes em sua carreira é o cuidado com o uso do termo “igualdade“, pois acredita que se o mundo for globalizado para tornar todos os homens iguais haverá uma enorme perda.

 

“Indivíduos que são diferentes uns dos outros permanecem indivíduos livres, com pensamentos autônomos, não se conformam. E o contrário é que os grupos que tentam agregar pessoas em grandes movimentos em massa invocam o medíocre. Os ingleses dizem que se um grupo quer desenhar um cavalo, ele sai como um dromedário, no sentido de uma versão ruim de um cavalo. Para mim, essas aceitações políticas dos termos ‘grupo’ e ‘massa‘ pertencem ao passado.”

Quando perguntado sobre como ele costuma combinar a inovação e a sustentabilidade em seus projetos, a sinceridade continua: “Sustentabilidade não me interessa muito. Eu acredito em progresso e se envolve riscos para o ambiente, outra pessoa vai ter que consetá-los. Pense na eletricidade, por exemplo. Se naquele tempo alguém tivesse dito ‘a eletricidade é um risco, vamos impedi-la”, teria bloqueado o desenvolvimento da raça humana. E com o passar do tempo, dada a importância da eletricidade, alguém conseguiu estabelecer procedimentos seguros e as normas necessárias.”

Conselhos para os jovens designers e estudantes? “Estou convencido de que seria bom que a juventude tivesse em mente algo que aprendi: as Verdades não existem, não existe uma lógica para todo mundo, os valores variam. E não contem muito com o que irão aprender nas escolas, aprende-se muito por conta própria”. Prova disso é que eu mesma nunca ouvi nenhum professor me falar de Gaetano Pesce.

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