Sobre botões

por thaís serafini

Em tempos de touchscreens, vale esse trecho do designer George Nelson escrito em 1977 mas lido por mim aqui. A resenha que contém esse trecho é da Adélia Borges, escrita em julho de 2001 com o tema “Computador sem Tela”. Achei surpreendente que tanta coisa tenha mudado em uma década, que talvez estejamos até diminuindo os botões mas nunca a tal necessidade de poder.

 

 

“O botão é completamente neutro, não faz nada além de esperar a aproximação do dedo e, por causa da disparidade entre o toque leve e suas possíveis pesadas consequências, tornou-se uma metáfora para as fantasias modernas de poder. Qualquer idiota pode apertar um botão. Ele é a hóstia da comunhão da sociedade tecnocrática. Não é surpresa, assim, que os produtos de consumo tenham um monte de botões. Quanto maior o número de botões, mais potente o usuário se torna, e mais profundo o alívio de sentimentos de insegurança. Essas podem ser razões para o aumento incrível da população de botões.”

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