Para pensar no futuro com Emily Piloton em Salvador

por thaís serafini

“Sejamos sinceros, designers, nós precisamos nos reinventar. Precisamos nos re-educar em torno de coisas que importam, precisamos trabalhar mais fora da nossa zona de conforto e precisamos ser cidadãos melhores nos nossos quintais.”

A autora desta frase está entre os principais motivos que me levam a Salvador na próxima semana para a Conferência Internacional Design para vida. Antes de apresentar esta designer revolucionária, vale lembrar que o evento está com as últimas inscrições abertas e oferece descontos para grupos e alunos – além da super oportunidade de discutir o design na prática com gente qualificada e interessada.

Emily Piloton é uma designer americana que não conseguia entender como é que produzir 5 mil mesas de bambu poderia ser considerado sustentável. Frustrada com trabalhos sem sentido, Emily fundou aos 26 anos a organização sem fins lucrativos Project H para criar soluções de design para os mais necessitados. Antes que alguém se pergunte, H significa os valores centrais da dupla (Emily e seu parceiro Matthew Miller): humanity, habitats, health, happiness, heart, hands.

O Project H criou em 2009 o Studio H, uma espécie de grade curricular baseada no design para ser aplicada em escolas, então a convite do visionário diretor de uma highschool em uma comunidade rural extremamente pobre, onde existem mais prédios desocupados e abandonados do que em uso, de onde escapam os jovens para estudar e nunca mais voltam.

O projeto é incrível demais para ser resumido aqui e por isso deixo o vídeo da Emily no TED, tenho certeza de que é suficiente para inspirar designers, educadores e profissionais a enxergar o potencial do design aplicado à educação e a serviço de uma comunidade necessitada.

Atualmente o Studio H está em uma nova escola nos Estados Unidos para iniciar mais um projeto de educação em pequena escala, com as mesmas guias apaixonantes:

1. Não existe design sem ação crítica, 2. Nós projetamos/fazemos design COM e não PARA, 3. Nós documentamos, compartilhamos e mensuramos, 4. Começamos de maneira local para escalar de maneira global 5. Projetamos sistemas e não coisas e 6. construímos resultados em soluções de design simples e eficientes que dêem autonomia para as comunidades e construam capital criativo coletivo.

Design para vida > programação e inscrições.

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