A organização dos objetos, da casa e da vida

por thaís serafini

Esse livro me cativou pela promessa (que geralmente é ilusória) de uma super fórmula pra resolver algo na vida. Nesse caso, a organização da casa através do método inventado pela autora japonesa. Além disso, o livro é best-seller, tem uma capa linda e poucas páginas. Mas, no final das contas, o que mais me surpreendeu foi a perspectiva racional & emocional que a Marie Kondo apresenta sobre a nossa relação com os objetos:

“Nossos pertences descrevem com precisão o histórico das decisões que tomamos na vida. Organizar é um modo de fazer um inventário que nos faz ver aquilo de que realmente gostamos.”

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O tal método é radical porém subjetivo pois usa os sentimentos como parâmetro para tomada de decisões: a ideia é começar pelo descarte de tudo o que não te faz sentir bem (através de um processo de análise individual em que cada peça deve ser tocada) para eliminar o excesso (o grande causador da bagunça) e só então organize os pertences, tendo sempre em mente o estilo de vida que se quer conquistar com a organização da própria casa, pois “a organização é uma ferramenta e não um objetivo final”.

Sem querer querendo, o livro vai contra o consumismo maluco e defende a consciência usando um tom muito prático e intimista. Isso acontece porque, para colocar o método em prática, a pessoa deve criar uma relação de gratidão, cuidado e atenção especial com cada objeto que escolhe ter ao seu redor e novas aquisições são feitas somente quando necessário. E, pasmem, o recurso de organização preferido da especialista é a caixa de sapatos (!). Além disso, ela traz um modo de pensar que defende encontrar satisfação com menos:

O seu espaço é do tamanho ideal para você, pode acreditar. Perdi a conta das vezes em que ouvi reclamações sobre falta de espaço. Contudo, até hoje ainda não estive numa casa que não tivesse espaço suficiente para guardar os pertences dos moradores. O problema é que temos muito mais coisas do que precisamos ou queremos. Se você aprender a escolher seus pertences adequadamente, ficará apenas com o volume que cabe perfeitamente na sua casa, não importa o tamanho que ela tenha. Esta é a verdadeira mágica da organização”.

Usando histórias de clientes como exemplos e compartilhando a obsessão que vem desde a infância, Marie vai desvendando vários tipos de situações, como as mães recicladoras, as roupas de usar em casa, as pilhas de livros a serem lidos, as caixas de fotografia, dando dicas que vão desde a melhor maneira de dobrar roupas até como tratar suas meias com respeito e a importância de saudar a sua casa e colocar a sua bolsa vazia pra descansar.

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“O fato de possuir um excesso de coisas de que não consegue se desfazer não significa que você está cuidando bem delas. Na realidade, está fazendo exatamente o contrário. Quando reduz o volume de pertences a uma quantidade com a qual consiga lidar, você revitaliza sua relação com cada um deles.”

Eu ainda não testei o KonMari, confesso, pois a regra é fazer tudo de uma vez só, toda a casa, todos os cômodas, armários, gavetas para que a sensação seja impactante a ponto de a bagunça não voltar. Mas a leitura já está me inspirando muito nessa jornada de autoconhecimento através das minhas coisas e da minha casa!

“A decisão sobre os objetos que você quer manter é, na realidade, uma definição sobre que tipo de vida deseja viver.”

Marie Kondo: A mágica da arrumação. A arte japonesa de colocar ordem na sua vida e na sua vida.

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