Archive for ‘Outras’

fevereiro 12, 2015

Nada de WiFi: conheça os cabos do futuro!

por thaís serafini

Em uma época na qual a comunicação não precisa mais de cabos,  os dados não tem mais forma e Wireless virou sinônimo de modernidade, é surpreendente ver que tem gente ainda pensando nos cabos de alimentação. E pensando muito bem, por sinal!

Cord-UI

Além da criatividade de repropor um item que caminha rumo à extinção, esses estudos do Cord UI do MIT Media Lab me conquistaram pela utilização de movimentos e interações físicas, rotineiras porém tão simbólicas. Ao relacionar um cabo de alimentação com uma mangueira, os autores pensaram em gestos capazes de reter o fluxo de energia da mesma forma que fazemos para controlar o fluxo d’água.

Assim surgiram ideias de cabos que respondem a um beliscão, a uma pisada, a um puxãozinho, a um nó… Bom, o vídeo é autoexplicativo e inspirador:

 

 

via Psfk.com

novembro 19, 2014

Você sabia?

por thaís serafini

Confesso que, mesmo senda fã do maestro Castiglioni, não conhecia o detalhe de um de seus mais mais famosos projetos…

Aquele furo na base da luminária Arco não está ali por acaso. A peça de mármore pesa 65kg e, portanto, ganhou dois furos para facilitar o seu transporte. A ideia é que dois homens possam encaixar um rolo ou um cabo de vassoura por ali! Porque beleza não é tudo…

arco

(via Wallpaper, onde tem mais para relembrar Achille Castiglione)

abril 8, 2014

O design é uma força poderosa

por thaís serafini

A gota d’água para finalmente comprar o meu exemplo do Hello World: Where design meets life foi a matéria que compartilho a seguir, publicada no Atlantic. A crítica e jornalista Alice Rawsthorn defendeu com unhas e dentes, de maneira super acessível, a importância do design no mundo e deixou o convite para quem quiser se apronfundar no tema.

Assim que eu conseguir colocar em dia as leituras do mestrado e mergulhar no livro venho aqui fazer a minha “resenha”!

foto (1)

Por enquanto, destaco alguns trechos da matéria. Confira na íntegra aqui.

“O design é uma das forças mais poderosas nas nossas vidas, quer a gente se dê conta disso ou não, e ela pode ser tanto inspiradora, quando capacitadora e esclarecedora. […] 

Se você acreditar no design como um meio produtivo e poderoso que pode ajudar a construir uma vida melhor, fica claro que precisamos dos melhores designers possíveis para isso. E não será possível conseguirmos (os melhores designers) se o design for visto como uma disciplina tão marginal que os seus profissionais buscam se reclassificar como artistas.”

março 10, 2014

História e conforto no Villa Bahia em Salvador

por thaís serafini

Mesmo depois de passados alguns quantos meses, um hotel de Salvador que tive a feliz oportunidade de conhecer ainda pairava na minha cabeça: “preciso escrever sobre ele!”. E hoje, o pontapé finalveio quando vi o post no badalado the Glamourai sobre o mesmo Villa Bahia que tanto me encantou.

ImagemImagemO clima e a decoração do hotel são realmente incríveis e cada detalhe e cada ambiente é uma viagem no tempo. O hotel ocupa dois casarões coloniais dos séculos XVII e XVIII, onde cada um dos 17 aposentos é diferente e até o elevador ganhou um “disfarce” charmoso pra entrar no clima (foto abaixo)! Em 2005, uma restauração não só revigorou a arquitetura dos prédios como descobriu banhos antigos dos primeiros moradores da cidade.

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E a paisagem do lado de fora não poderia ser diferente: no coração do Pelourinho, em pleno centro histórico de Salvador, cada esquina, cada casa e cada praça é uma verdadeira aula de história, uma aula de Brasil capaz de encher os olhos. Dá uma olhada:

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março 7, 2014

Estantes e design emocional em Londres

por thaís serafini

Design conceitual e emoção x design racional e função. Esse paralelo de ideias dita o tom do texto mais recente da crítica de design mais-mais Alice Rawsthorn no New York Times (confira na íntegra aqui).

A “Design is a state of mind“, exposição recém inaugurada sob a curadoria do designer italiano Martino Gamper na Serpentine Sackler Gallery (Londres), tem como foco os poderosos laços entre as pessoas e seus objetos. Nas palavras da autora “Gamper espera que os visitantes, ao ver os objetos da mostra, se sintam encorajados a reavaliar os produtos das suas próprias vidas e a cultura de design que os produziu”.

Cinco anos antes, a galeria sediava sua primeira mostra dedicada ao design, que teve o designer alemão Konstantin Grcic como curador. Segundo Rawsthorn, são praticamente inexistentes as similaridades entre os designers e suas mostras.

A “Design Real” explorava a influência do design industrial na cultura contemporânea, o que reflete o próprio perfil do designer alemão, “que usa a experimentação com tecnologias avançadas para produzir produtos inovadores e funcionais em escala industrial“. Já Gamper, favorece uma abordagem mais intuitiva ao design, abusando de características artesanais e cheias de improviso. (Fica a dica: a trajetória do designer italiano mistura arte, design e artesanato com objetos encontrados na rua e parcerias com indústrias moveleiras, vale ir pesquisar mais sobre o moço!).

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A “Design is a State of Mind” traz coleções selecionadas por amigos e colaboradores do curador, com a condição de que tenham profunda importância sentimental para seus donos. Entre os participantes, livros do publisher Simon Prosser, itens IKEA e Gaetano Pesce e objetos usados pelo mestre Enzo Mari como pesos de papel. Mais um fator inusitado nesta mostra de design é ver o destaque ser transferido das sempre famosas cadeiras para as “alternativas” estantes. As escolhidas pelo curador da mostra são variadas, partindo de um móvel inglês de 1934 até itens mais recentes produzidos por ele mesmo. O mobiliário acabou ganhando posição de protagonistas, indo além da sua função como expositores de objetos.

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Para mim, as abordagens e os trabalhos de Grcic e de Gamper se complementam. Juntos, seus perfis formariam um conceito completo de design por levar em conta tanto os fatores emocionais quanto os racionais. Além disso, me fazem pensar em uma outra incrível exposição de design (“Quali cose siamo”, de 2010 em Milão, e que já foi assunto aqui) e que destaca ainda mais a importância dos objetos das nossas vidas, afirmando que eles fazem parte daquilo que somos.

Se você estiver por Londes e conseguir visitar a mostra, vem me contar o que achou!

*A primeira imagem é a “Robot Chair”, do próprio Martino Gamper (2008). Já a segunda traz a “Nuvola Rossa”, de Vico Magistretti, 1977, fabricada pela Cassina (via L’Arco Baleno).

setembro 6, 2012

Design Na Estrada

por thaís serafini

Ontem fui finalmente assistir o Na Estrada (On the Road). Digo finalmente porque o cinema da minha cidade não costuma cooperar e eu já estava bem curiosa desde o lançamento. Deixando de lado qualquer tentativa de fazer uma crítica cinematográfica, queria falar do que os olhos de designer também captaram na telona. A produção do filme do Walter Salles (orgulho de ser brasileira nessas horas) está bem linda e é impossível não reparar nos tantos objetos e cenários da época.

O estilo dos anos 50 é inspiração total e é uma pena que não consegui encontrar mais algumas imagens dos carros possantes do Dean Moriarty, da máquina de escrever companheira do Sal Paradise ou da decoração das casas da Camille e do próprio Sal.

 

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