Archive for ‘Outras’

novembro 27, 2015

O coração da Vitra

por thaís serafini

Em julho deste ano, durante um verão especialmente quente, tive a sorte de poder conhecer um santuário dos designers. Em Wil am Rhein (cidadezinha alemã mas que fica quase em Basiléia, Suíça), está o Vitra Campus, coração fabril, cultural e inspirador da Vitra, uma das empresas de mobiliário mais admiradas do mundo.

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O local de produção da Vitra se transformou, nas últimas décadas, em uma coleção de construções de arquitetos renomados, como Tadao Ando, Zaha Hadid, Herzog & de Meuron, Frank Gehry e por aí vai. E  existe até mesmo um domo de Richard Buckminster Fuller! Esses prédios abrigam um museu, uma ‘casa’ que serve como showroom da marca, a própria fábrica… A área é imensa, mas não se engane, cada detalhe foi cuidadosamente planejado para fazer parte da experiência. As cadeiras no pátio são lançamentos do Grcic, a parada de ônibus que fica na estrada de acesso é assinada por Jasper Morrison, a rua se chama Ray-Eames Strasse…

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As imagens a seguir são da VitraHaus, esse prédio impressionante de 2010, que abriga T-O-D-A a coleção da Vitra. E você pode sentar, explorar os ambientes, mexer, tocar, ver o preço, encomendar uma peça, conhecer os materiais, se inspirar com as mil cores e com a paisagem exuberante que foi majestosamente incorporada em diversos espaços.

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E eis a cereja do bolo, pra mim: existe um atelier dentro da Vitra Haus, no qual um artesão simpático trabalha montando a clássica Lounge Chair & Ottoman de Charles e Ray Eames (de 1956). E aí que tudo se encaixa (literalmente). As peças de madeira, os estofados em couro, cada parafuso, cada pé, a maestria artesanal, a excelência dos materiais, o respeito à história e a gentileza de compartilhar com os milhares de visitantes uma parte importante da fabricação deste ícone.

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Se você tiver a chance de passar pela região, não deixe de visitar. De Basiléia, o acesso pode ser feito em um ônibus de linha normal, que cruza a fronteira, passa pela aduana deixa os visitantes em uma parada bem na frente da Vitra. Só é preciso comprar um bilhete diferente, no ônibus mesmo. Reserva algumas horas. Leve a excursão, a família, vá sozinha/o… É de encher os olhos!

novembro 6, 2015

A organização dos objetos, da casa e da vida

por thaís serafini

Esse livro me cativou pela promessa (que geralmente é ilusória) de uma super fórmula pra resolver algo na vida. Nesse caso, a organização da casa através do método inventado pela autora japonesa. Além disso, o livro é best-seller, tem uma capa linda e poucas páginas. Mas, no final das contas, o que mais me surpreendeu foi a perspectiva racional & emocional que a Marie Kondo apresenta sobre a nossa relação com os objetos:

“Nossos pertences descrevem com precisão o histórico das decisões que tomamos na vida. Organizar é um modo de fazer um inventário que nos faz ver aquilo de que realmente gostamos.”

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O tal método é radical porém subjetivo pois usa os sentimentos como parâmetro para tomada de decisões: a ideia é começar pelo descarte de tudo o que não te faz sentir bem (através de um processo de análise individual em que cada peça deve ser tocada) para eliminar o excesso (o grande causador da bagunça) e só então organize os pertences, tendo sempre em mente o estilo de vida que se quer conquistar com a organização da própria casa, pois “a organização é uma ferramenta e não um objetivo final”.

Sem querer querendo, o livro vai contra o consumismo maluco e defende a consciência usando um tom muito prático e intimista. Isso acontece porque, para colocar o método em prática, a pessoa deve criar uma relação de gratidão, cuidado e atenção especial com cada objeto que escolhe ter ao seu redor e novas aquisições são feitas somente quando necessário. E, pasmem, o recurso de organização preferido da especialista é a caixa de sapatos (!). Além disso, ela traz um modo de pensar que defende encontrar satisfação com menos:

O seu espaço é do tamanho ideal para você, pode acreditar. Perdi a conta das vezes em que ouvi reclamações sobre falta de espaço. Contudo, até hoje ainda não estive numa casa que não tivesse espaço suficiente para guardar os pertences dos moradores. O problema é que temos muito mais coisas do que precisamos ou queremos. Se você aprender a escolher seus pertences adequadamente, ficará apenas com o volume que cabe perfeitamente na sua casa, não importa o tamanho que ela tenha. Esta é a verdadeira mágica da organização”.

Usando histórias de clientes como exemplos e compartilhando a obsessão que vem desde a infância, Marie vai desvendando vários tipos de situações, como as mães recicladoras, as roupas de usar em casa, as pilhas de livros a serem lidos, as caixas de fotografia, dando dicas que vão desde a melhor maneira de dobrar roupas até como tratar suas meias com respeito e a importância de saudar a sua casa e colocar a sua bolsa vazia pra descansar.

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“O fato de possuir um excesso de coisas de que não consegue se desfazer não significa que você está cuidando bem delas. Na realidade, está fazendo exatamente o contrário. Quando reduz o volume de pertences a uma quantidade com a qual consiga lidar, você revitaliza sua relação com cada um deles.”

Eu ainda não testei o KonMari, confesso, pois a regra é fazer tudo de uma vez só, toda a casa, todos os cômodas, armários, gavetas para que a sensação seja impactante a ponto de a bagunça não voltar. Mas a leitura já está me inspirando muito nessa jornada de autoconhecimento através das minhas coisas e da minha casa!

“A decisão sobre os objetos que você quer manter é, na realidade, uma definição sobre que tipo de vida deseja viver.”

Marie Kondo: A mágica da arrumação. A arte japonesa de colocar ordem na sua vida e na sua vida.

fevereiro 12, 2015

Nada de WiFi: conheça os cabos do futuro!

por thaís serafini

Em uma época na qual a comunicação não precisa mais de cabos,  os dados não tem mais forma e Wireless virou sinônimo de modernidade, é surpreendente ver que tem gente ainda pensando nos cabos de alimentação. E pensando muito bem, por sinal!

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Além da criatividade de repropor um item que caminha rumo à extinção, esses estudos do Cord UI do MIT Media Lab me conquistaram pela utilização de movimentos e interações físicas, rotineiras porém tão simbólicas. Ao relacionar um cabo de alimentação com uma mangueira, os autores pensaram em gestos capazes de reter o fluxo de energia da mesma forma que fazemos para controlar o fluxo d’água.

Assim surgiram ideias de cabos que respondem a um beliscão, a uma pisada, a um puxãozinho, a um nó… Bom, o vídeo é autoexplicativo e inspirador:

 

 

via Psfk.com

novembro 19, 2014

Você sabia?

por thaís serafini

Confesso que, mesmo senda fã do maestro Castiglioni, não conhecia o detalhe de um de seus mais mais famosos projetos…

Aquele furo na base da luminária Arco não está ali por acaso. A peça de mármore pesa 65kg e, portanto, ganhou dois furos para facilitar o seu transporte. A ideia é que dois homens possam encaixar um rolo ou um cabo de vassoura por ali! Porque beleza não é tudo…

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(via Wallpaper, onde tem mais para relembrar Achille Castiglione)

abril 8, 2014

O design é uma força poderosa

por thaís serafini

A gota d’água para finalmente comprar o meu exemplo do Hello World: Where design meets life foi a matéria que compartilho a seguir, publicada no Atlantic. A crítica e jornalista Alice Rawsthorn defendeu com unhas e dentes, de maneira super acessível, a importância do design no mundo e deixou o convite para quem quiser se apronfundar no tema.

Assim que eu conseguir colocar em dia as leituras do mestrado e mergulhar no livro venho aqui fazer a minha “resenha”!

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Por enquanto, destaco alguns trechos da matéria. Confira na íntegra aqui.

“O design é uma das forças mais poderosas nas nossas vidas, quer a gente se dê conta disso ou não, e ela pode ser tanto inspiradora, quando capacitadora e esclarecedora. […] 

Se você acreditar no design como um meio produtivo e poderoso que pode ajudar a construir uma vida melhor, fica claro que precisamos dos melhores designers possíveis para isso. E não será possível conseguirmos (os melhores designers) se o design for visto como uma disciplina tão marginal que os seus profissionais buscam se reclassificar como artistas.”

março 10, 2014

História e conforto no Villa Bahia em Salvador

por thaís serafini

Mesmo depois de passados alguns quantos meses, um hotel de Salvador que tive a feliz oportunidade de conhecer ainda pairava na minha cabeça: “preciso escrever sobre ele!”. E hoje, o pontapé finalveio quando vi o post no badalado the Glamourai sobre o mesmo Villa Bahia que tanto me encantou.

ImagemImagemO clima e a decoração do hotel são realmente incríveis e cada detalhe e cada ambiente é uma viagem no tempo. O hotel ocupa dois casarões coloniais dos séculos XVII e XVIII, onde cada um dos 17 aposentos é diferente e até o elevador ganhou um “disfarce” charmoso pra entrar no clima (foto abaixo)! Em 2005, uma restauração não só revigorou a arquitetura dos prédios como descobriu banhos antigos dos primeiros moradores da cidade.

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E a paisagem do lado de fora não poderia ser diferente: no coração do Pelourinho, em pleno centro histórico de Salvador, cada esquina, cada casa e cada praça é uma verdadeira aula de história, uma aula de Brasil capaz de encher os olhos. Dá uma olhada:

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