Posts tagged ‘#design alemão’

março 27, 2014

Dieter Rams redesenhando a 621

por thaís serafini

Esta é mais uma prova de que não existe uma solução definitiva para um “problema” de design. O super-ultra Dieter Rams, mais de 40 anos após o lançamento, voltou a (re)desenhar sua mesa lateral 621.

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Lançadas na época para acompanhar a 620 Chair, as mesinhas foram produzidas até a década de 80 e agora a Vitsoe (única empresa com a licença para produzir o mobiliário do designer a partir do ano passado) as trazem de volta à cena. Dieter Rams aproveitou para melhorar ainda mais seu projeto ao incluir pés ajustáveis, coisa que não pode fazer na época. A multifuncionalidade da 621 é característica das obras do designer alemão e é interessante notar que, sendo tão simples, ela consegue se adaptar bem aos demais objetos e a variados usos.

 

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via The189.com

 

julho 1, 2011

aventuras de um designer alemão no deserto

por thaís serafini

O que um designer alemão faz no meio do deserto do Marrocos com uma impressora 3D? Simples: aproveita os raios do sol e a matéria-prima abundante para fazer design, óbvio! Markus Kayser construiu essa máquina, a The Solar Sinter, que através de enormes lentes consegue focar um raio do sol e criar temperaturas entre 1400 e 1600 graus Celsius, quente o suficiente para derreter a areia e construir formas de vidro, camada por camada.

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Os motores também funcionam com a energia solar, movendo eixos x e y em um caminho controlado por computador. Além disso, sensores de luz controlam o movimento do sol pelo céu e toda a máquina rotaciona para que as lentes estejam sempre produzindo o máximo de calor possível.

 

 

 

 

 

Maiores informações técnicas estão disponíveis no site do designer, que defende o poder “fresh thinking” deste projeto ao tentar resolver questões da matéria-prima natural e das fontes de energia. “Nos desertos do mundo dois elementos são dominantes: o sol e a areia, um constitui uma vasta fonte de energia de alto potencial e o outro um suprimento quase inesgotável de sílica na forma de quartzo.”

maio 30, 2011

The Greatest Designer Alive

por thaís serafini

Dieter Rams, 79, é assim definido e aclamado, pois poucos designers vivos possuem um legado tão forte e ainda tão presente nos produtos mais desejados atualmente. É o caso dos produtos da Apple, que segundo Dieter, não constituem um roubo das suas ideias, mas sim a mais sincera forma de elogiá-lo. O designer chefe da empresa produtora dos Ipods, Iphones e assim por diante, Jonathan Ive, é fiel seguidor das formas criadas pelo mestre alemão desde a metade do século passado, quando designer na Braun.

Ano passado eu tive a honra e sorte de visitar Londres na época em que a mostra “Less and More” de Dieter Rams estava em exposição no Design Museum. Poder ver de pertinho estes produtos atemporais e comprovar a sua beleza e praticidade foi experiência especial para uma fã. Estes são alguns dos meus registros:

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Na ocasião dos 50 anos da criação do icônico sistema de prateleiras “606” (foto acima), o Fastcodesign, também grande admirador desse design chamado de ‘elegante e descomplicado‘, fez uma entrevista exclusiva com o designer, e que pode ser assistida aqui.

Vale também destacar o video promocional da Vitsoe, que explica (e critica) resumidamente o importante conceito da Obsolescência Programa, que é na verdade, o conceito chave da nossa era consumista e insustentável. O sistema “606”, produzido pela Vitsoe, prega exatamente o contrário, pois trata-se de um produto projetado para durar e para sobreviver à nossa incessante busca pelo mais novo produto recém-lançado.

 

maio 13, 2011

Design alemão em destaque

por thaís serafini

A Wallpaper do mês passado publicou um suplemento interno inteiramente dedicado ao design alemão e à cena criativa de Berlim e Munique. Economia estável, poder aquisitivo, alta qualidade de manufatura e um forte espírito de cooperação entre artistas são os principais fatores a proporcionar este cenário de destaque internacional, segundo a revista.

A peça abaixo é minha escolha para representar o assunto: a fusão entre o tradicional e o novo através da porcelana alemã. A peça é só um dos muitos lançamentos dos últimos tempos da empresa Nymphenburg,  fundada em 1747. Por mais que as figuras rococó continuem a fazer parte dos produtos da marca, o enfoque contemporâneo tem sido muito importante para fazer ressurgir um setor que passou por crises drásticas. A mudança nos hábitos das pessoas foi muito significativa e dificil de acompanhar, principalmente quando diz respeito a costumes do lar e da cultura ‘de mesa’, do momento das refeições e do entretenimento. As peças de porcelana herdadas de família acabaram nos armários esquecidas e foram substituídas por produtos modernos Made in China.

Segundo especialistas da Rosenthal, existe o retorno à qualidade e é nisso que as empresas alemãs tem apostado ao renovar a cara de seus produtos para os novos consumidores. Skull é parte de uma coleção de 25 itens e custa nada mais nada menos do que €4.500, portanto, infelizmente, qualidade alemã e preço (bem) alto continuam a andar bem juntinhos.

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