Posts tagged ‘loja de design’

maio 27, 2014

MoMA x Kickstarter

por thaís serafini

A loja de um dos museus mais importantes do design agora vende produtos realizados através da plataforma de crowdsourcing Kickstarter. É, é admirável este mundo novo! A MoMA design store criou uma coleção de 24 projetos para celebrar o trabalho criativo e colaborativo do Kickstarter.

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Segundo a fonte, “esta é uma prova de que todo mundo é capaz de fazer coisas incríveis”! Se os designers tem encontrado dificuldades ao produzir seus produtos em empresas ‘tradicionais’, esta pode se tornar uma das principais estratégias possíveis para contornar os desafios.

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A coleção completa está aqui.

 

março 12, 2014

A loja que quer que você compre menos, porém melhor

por thaís serafini

Não é novidade dizer que a história dos objetos por vezes é mais importante do que eles próprios. Aqueles que mais gostamos costumam ser os que tem algo a mais, que simbolizam algum laço ou momento especial para nós. E, por isso mesmo, eles costumam ser quase insubstituíveis, nem um modelo mais moderno é capaz de nos convencer de que eles devem ser descartados.

Esse é o ponto de partida da Madesmith, uma loja online que quer fazer as pessoas comprarem melhor (e, consequentemente, menos) ao contar a história dos produtos e dos produtores que disponibiliza. Qualidade e humanidade também ajudam as pessoas a criarem sentido e laços com o que compram e, assim, tornarem-se mais conscientes com o seu consumo.

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Outra parte legal dessa iniciativa é que o site funciona também como uma agência de publicidade e como distribuidor para esses pequenos produtores, oferecendo serviços que muitos não teriam condições de bancar por conta própria no início.

Compartilho abaixo um pedacinho de uma dessas historias, bem acompanhada por suas facas lindas e muito originais:

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Chelsea Miller, filha de um habilidoso ferreiro e carpinteiro, vivia em NYC para tentar uma carreira de atriz. Um belo dia, de volta a sua cidade natal para o inverno, ela pediu para o pai ensina-la a fazer facas pois queria presentear os amigos com algo diferente. Apesar de gostar de atuar, Chelsea queria poder “produzir algo com as mãos” e, juntando sua herança familiar, acabou criando a Chelsea Miller Knives.

“Adoro o tempo que passo com os materiais, isso requer muita concentração, é muito íntimo“, confessa ela. E o laço familiar não acaba por aí: a madeira usada nas suas facas vem de retalhos da fazenda da sua família em Northern Kingdom. Já o metal das lâminas é reaproveitado de um amigo ferreiro que fabrica ferraduras em Vermont.

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Agora diz pra mim, além de super interessantes, essas facas não ficaram ainda mais atrativas depois de conhecer a historia?

* A dica é do FastCo.

maio 12, 2012

Gráficos brasileiros

por thaís serafini

Bem interessante ter gente talentosa e brasileira produzindo materiais bonitos e com preço bem justo. O pessoal da Koning é de Blumenau/SC e, além dos pôsteres bonitões que estão a seguir, eles criam camisetas masculinas e femininas vendidos online. Vale conhecer mais:

“Koning é um projeto de arte, cultura e coisas aleatórias que surgiu de uma conversa entre dois amigos que tinham o desejo de fazer alguma coisa diferente do habitual. […] Um dos elementos do projeto é a confecção de camisetas e posters, mas também envolve outros produtos relacionados ao design. Sempre mantendo um alto padrão de qualidade, tanto no design quanto nos materiais utilizados.”

outubro 11, 2011

Skitsch de Milão agora em São Paulo

por thaís serafini

Mesmo que financeiramente inatingível, considero a Skitsch uma das lojas de design mais divertidas que tive a oportunidade de visitar (bilhetes próximos aos produtos convidavam: Please touch me). Por isso, é ótima notícia que a terceira filial da marca (depois de Milão e Londres) tenha sido inaugurada logo aqui, em São Paulo.

A crítica de design, jornalista e diretora de arte Cristina Morozzi é a curadora por trás das peças comercializadas pela Skitsch, e em entrevista concedida no dia 5 deste mês – na inauguração paulistana –  deu a dica de como o design brasileiro pode chegar à Skitsch:

“O mundo está caminhando para a globalização e isso significa que a tendência é que as coisas fiquem parecidas: os mesmos produtos, as mesmas roupas e os mesmos hábitos… Eu acredito que, apesar desta tendência, cada país possui um DNA específico. O que se deve fazer hoje é cultivar a própria diversidade, a própria raiz. O passo seguinte é procurar exprimir isso numa linguagem que não seja étnica, mas que mantenha a essência e seja compreensível pelo mundo. É difícil, mas este é o desafio. Os irmãos Campana, por exemplo, conseguiram fazer isso com a cadeira Favela – que é um verdadeiro bestseller na Europa. A dica é sempre essa: lembre-se de nunca trair as suas raízes porque são elas que dão possibilidade de ter sucesso no mundo.”