Posts tagged ‘#museu’

agosto 9, 2012

A mostra dos gênios italianos em POA

por thaís serafini

Quem leva a vida de blogueira/o (ou seria bloguista, como sugere a Cris Guerra?) como paixão mas também como segunda profissão sabe que não é tarefa muito simples. É preciso mais do que dedicação e paciência, é preciso energia e inspiração pra pesquisar e escrever depois de 8hs no emprego numero 1. Todo esse papo é pra tentar justificar a minha ausência nos últimos tempos por aqui, mas também para deixar claro que este blog deve continuar firme e forte no futuro. Ou melhor, ainda mais firme e mais forte!

Hoje compartilho algumas imagens que fiz na visita à mostra de Design Italiano (Italian Genius Now) que acontece em Porto Alegre até o próximo final de semana. Gostaria de poder pedir pessoalmente que cada um que a visitou e que ler este post deixe aqui suas impressões, pois tenho verdadeira curiosidade de “ouvir” as opiniões. Como acredito que isso não tem grandes chances de acontecer, vou deixar o meu ponto-de-vista apenas no sentido de agradecer o fato de ter uma mostra internacional do meu assunto preferido super perto de casa.

Não sou curadora de museu e nem tenho a pretensão de criticar gratuitamente porém, consideraria fazer algumas coisas de modo diferente, pois me coloquei no lugar do público em geral (não designers, no caso) e não consegui entender o contexto da maioria das obras. E o pior, provavelmente eu (eu, leigo em design) teria perdido a oportunidade de esclarecer o que é o design – ponto que considero crucial em uma cultura como a nossa onde o termo tem sido usado de maneira errônea muitas vezes.

Ok, vamos aos fatos, ou melhor, às fotos? Alguns detalhes do que eu mais gostei:

 

proust chair

 

 

junho 12, 2012

Inaugurando a mostra de design italiano em POA com o seu curador

por thaís serafini

A tão esperada mostra de design italiano Italian Genius Now chegou com tudo em Porto Alegre. Só se fala nisso e é com razão! Estréia da mostra internacional do Brasil, é um honra ter tantas peças e tanta história reunida aqui pertinho! Mas antes de falar da mostra em si, venho compartilhar as minhas impressões sobre a palestra realizada por Marco Bazzini, curador da mostra, na última quarta, com mediação de Giulio Palmitessa.

Como o evento acabou quando o Museu já estava fechado, não pude ver a mostra ainda, mas tenho certeza de que vai ser uma experiência ainda mais interessante depois de ter entendido as motivações do curador que a idealizou. Tratam-se de peças significativas do design italiano dos últimos 60 anos e nada melhor do que dar voz aos autores, designers, arquitetos e projetistas para aprofundar seus significados.

A palestra foi bem inspiracional, filosófica e até emocionante, bem italiana, cheia de gestos, frases de efeito, nomes importantes e criatividade. Marco Bazzini iniciou o discurso explicando a história, arte e cultura italianas e o quanto estas influenciaram na criação do design mais famoso do mundo.

O percurso do designer italiano nunca é individual, e esta foi uma verdade que só ficou realmente clara pra mim quando pude vivenciar na pele por lá. Não é só com um designer de peso que se cria um grande produto, é preciso reconhecer o valor da empresa, dos trabalhadores, de todo um sistema feito para o design. Aliás, o costume de trabalhar em grupos de aprendizado vem desde a época em que os artistas italianos trabalhavam e estudavam nas bottegas.

Quanto a sempre discutida diferenciação entre arte e design, que inclusive era o título desta conversa, o curador ressaltou frases de designers (representados na mostra) que nunca diferenciaram o seu percurso criativo entre arte ou design. Segundo Bazzini, o principal é que ambos nos ensinam a olhar o mundo de um ponto de vista diferente.

Seguindo com imagens e frases de nomes como Gaetano Pesce, Enzo Mari, Gio Ponti, Carla Accardi, Mendini e Sottsass, Bazzini conseguiu transparecer o quanto de paixão tem naquela mostra e em cada um dos objetos ali apresentados, com o quanto de inspiração e coração, de profundidade e ao mesmo tempo de bom humor, é feito o design italiano.

Pessoalmente, foi muito incrível validar com um profissional renomado da área o meu ponto de vista neste assunto, confirmar coisas que eu mesma costumo selecionar entre tantas outras, ter um pouco mais de confiança em um caminho que trilho de maneira instintiva nas minhas pesquisas e que acabam por aqui e por ali. Não vejo a hora de voltar ao Santander e analisar cada uma das preciosidades de perto e, com certeza, com outros olhos.

maio 15, 2012

A geração pop-up

por thaís serafini

Gosto de acompanhar as previsões e análises da Lidewij Edelkoort porque geralmente me deixam pensando muito, despertam algum tipo de sentimento, seja estranheza pelo que vem ou identificação com o presente, mas quase sempre é admiração. Este video  é a apresentação de uma mostra que acabou mês passado Museum of Image, desenvolvida pela trendforecaster, chamada The Pop-up Generation. É uma pena que o evento foi longe e já passou, mas a análise de Li é bem interessante:

“Esta exposição é dedicada ao que eu chamo de Pop-up Generation. É a geração atual de designers, artistas e outros criativos que atuam em algum lugar entre a segunda e a terceira dimensão. Eles nasceram rodeados por telas, primeiro a tela da tevê, depois a tela do computador e dos jogos, hoje todos os pods e pads. Então, eles foram educados através de telas planas, da segunda dimensão, mas ao mesmo tempo eles projetam formas em três dimensões. No trabalho deles você pode ver que mesmo trabalhando no plano eles conseguem ver as dimensões, assim como quando eles olham pras dimenões conseguem ver o seu plano, o achatamento.

Eu tenho a ideia de que eles estão vivendo em duas dimensões e meia. Como um livro pop-up eles se movem com rapidez e flexibilidade entre as várias dimensões.”  

(O assunto rendeu também o livro The Pop-up Generation de autoria da Edelkoort)

março 17, 2012

Diários de Keith

por thaís serafini

Sou fã do Keith Haring e, consequentemente, desse tipo de generosidade: as páginas do diário do artista estão sendo digitalizadas e publicadas em um tumblr, uma por dia, enquanto a exposição Keith Haring 1978-1982 estiver sendo exibida. Os diários fazem parte da tal exposição do Brooklyn Museum, e é generosidade mesmo dividir esses achados com quem não conseguirá ver tudo no local.

fevereiro 14, 2012

Fundação Iberê Camargo + Giorgio de Chirico

por thaís serafini

Não adianta só reclamar que o Brasil não dá a devida atenção à arte e a eventos relacionados e deixar de prestigiar aquelas que estão ao alcance. A Fundação Iberê Camargo, por exemplo, é um museu relativamente novo, que me deixava sempre curiosa mas devido à distância (e à preguiça muitas vezes, confesso) acabei indo visitá-lo somente neste ano. O arrependimento foi aquele de não ter ido antes, mas acho que o timing fechou muito bem com a exposição de Giorgio de Chirico que estava por lá.

A paisagem e o prédio são incríveis, por dentro e por fora, pois a arquitetura não só ressalta as obras expostas como valoriza a beira do Guaíba e a cidade de Porto Alegre através de recortes estratégicos nas laterais. A gift shop é cheia de peças interessantes e únicas, o atendimento é perfeito e, pasmem, a entrada do museu é gratuita.

Quanto ao de Chirico, pintor italiano que foi considerado o principal exponente da corrente artística conhecida como pintura metafísica. O meu conhecimento das suas obras era bem superficial mas o tema “O Sentimento da Arquitetura” me contagiou e a sensação pós-visita era de satisfação total dos sentidos e da alma. Recomendo a visita aos gaúchos, estrangeiros e, principalmente, aos porto-alegrenses.

agosto 23, 2011

Mais uma de Zaha Hadid

por thaís serafini

O peso do fama que carrega este nome, em números: o Riverside Museum de Glasgow, desenhado pela equipe de arquitetos de Zaha Hadid, abriu suas portas em junho deste ano e já contabiliza mais de meio milhão de visitantes. Tudo bem que a excentricidade do prédio também contribui (e muito), deixando todos curiosos quanto às formas interiores do museu. Aliás, segundo os responsáveis pelo projeto, seu desenho representa a relação entre a cidade e o rio Clyde, pois cria uma espécie de túnel (aberto nas duas extremidades opostas), onde o percurso interno também vira um mediador entre os dois.

riverside museum by zaha hadid arch

interior do riverside museum glasgow

riverside museum glasgow by zaha hadid

by zaha hadid architects

via