Posts tagged ‘#street art’

março 8, 2012

A vida na rua

por thaís serafini

Infelizmente, ainda são ‘informais’ as tentativas de transformar os espaços públicos em algo mais confortável e menos terra-de-ninguém. Mesmo longe do que deveria ser um projeto de mobiliário urbano, esta ideia mostra o quanto pode ser simples atender e perceber as necessidades mais óbvias da vida na cidade.

 

 

 

 

 

 

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outubro 4, 2011

FAME

por thaís serafini

Em inglês significa a fama e eventualmente o luxo, o reconhecimento. Já em italiano, fame significa fome mesmo, a necessidade de comer. E é no país da pizza e da pasta que acontece um festival que leva esse nome, na pequena cidade de Grottaglie, famosa pelo trabalho em cerâmica. O festival é produzido pelo Studiocromie, um estúdio de serigrafia composto por um só profissional e seus pais.


“A ideia é hospedar os artistas por um espaço de tempo variável (de 1 a 4 semanas) e oferecer a eles a cooperação dos artesãos locais para a produção de trabalho em cerâmica e edições limitadas de serigrafia. Além disso os artistas terão à disposição várias paredes da cidade, para valorizar algumas áreas que se encontram esteticamente deprimentes.”

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julho 7, 2011

Ligando os pontos em NYC

por thaís serafini

“Eu não estou tentando usar uma lógica intelectual específica ou uma filosofia ou comunicar propositadamente através do esotérico meio da arte. Eu trabalho instintivamente, tentando seguir no instinto sobre a sensação de cor e espaço, e me divertir ao fazê-lo.

As pessoas precisam entender que como as coisas são não é como elas têm que ser. Meu trabalho é criado em reação ao que encontramos facilmente em nossas vidas, em calçadas e portas, prédios e tijolos. Estou apenas ligando os pontos de maneira diferente, para criar o meu próprio quadro. Os outros precisam enxergar que podem criar também, ligando os seus próprios pontos, nos seus próprios lugares.” (Aakash Nihalani)

Com a justificativa do artista, suas formas geométricas deixam de ser somente visualmente interessantes e passam a fazer ainda mais sentido.

 

aakash

 

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aakash

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julho 6, 2011

Banksy, MOCA & os estudantes de Los Angeles

por thaís serafini

Falar da cena atual da street art sem lembrar ou citar Banksy é quase impossível; sem querer menosprezar os tantos outros artistas incríveis e igualmente talentosos (por exemplo o italiano Blu), o anônimo abriu caminhos e chamou olhares de uma forma ímpar. Também por isso ele acabou levando a street art para dentro dos museus – e até para o cinema com o documentário que eu recomendo muito Exit through the gift shop – e acabou de inaugurar mais uma exposição: “Art in the streets” no Museum of Contemporary Art, em Los Angeles.

Entre trabalhos novos, que devem mudar conforme o andamento da exposição, e alguns antigos que muitas vezes foram expostos por pouco tempo nas ruas, escolhi para destaque aqui o ‘stained window‘:

 

banksy moca

 

O mural, criado especialmente para essa mostra, foi realizado com ajuda de estudantes de uma escola pública de Los Angeles. Banksy levantou estes painéis no pátio da escola e pediu que os alunos pixassem livremente. Para finalizar, foram colocados por trás da moldura medieval e ganharam uma figura de joelhos rezando. A review do Designboom acredita que a instalação pode muito bem procurar transformar o museu em igreja como brincar de elevar o graffiti à categoria das belas artes.

 

banksy stained window

julho 4, 2011

O poder do papel e da cola

por thaís serafini

Colagens e fotos gigantes, é assim que JR, o street artist francês coloca em prática o seu projeto Inside Out. Ganhador do TED Prize 2011,  nesta palestra inspiradora ele divide a história de seus inúmeros projetos internacionais e o desejo de mudar o mundo ao virá-lo do avesso, para trazer à tona a face das pessoas. Sem patrocinadores ou qualquer apoio, JR consegue ser o único responsável pelos sujeitos fotografados.

JR começou fazendo pixações aos 15, e a fotografia entrou na sua vida quando achou uma câmera barata no metrô e começou a documentar essas excursões que fazia com os amigos. Ele fazia uma fotocópia das fotos e então presenteva seus amigos. Aos 17 anos começou a colar esses pequenos cartazes pelas ruas, montando sua primeira “exposição” nos muros ao emoldurá-los com tinta para que não fossem confundidas com publicidade: “A cidade é a melhor galeria que eu poderia imaginar“.

 

jr

jr

 

Ao duvidar das imagens que a mídia publicava, JR começou investigando cara-a-cara os revolucionários de Paris, para depois fotografar palestinos e israelenses, com projeto “Face-to-face”, a maior exibição ilegal de arte. Em sua trajetória escolheu principalment lugares sem museus e com pouco ou zero acesso à cultura. “Women are heroes” por exemplo, foi realizado em sociedades em desenvolvimento, onde as mulheres são o pilar de sustentação das famílias

Foi assim que, em 2008, veio parar em uma favela do Rio de Janeiro, após o absurdo assssinato de três crianças entregues pela polícia a uma favela inimiga (aliás, quão triste é este ter se perdido em tantos outros crime aos quais nos acostumamos?). O apoio da favela ao projeto foi completo assim que entenderam que a intenção de JR era retratrar a vida, e não simplesmente mostrar a violência e o crime como a tevê faz.

Ele se pergunta: Could art change the world? mas a resposta não é explicita pelo artista em palavras, e sim em imagens e fatos – pois para bom entendedor meia-palavra basta e espero que o sejamos todos. JR não queria aceitar a palestra do prêmio TED pois salvar o mundo mesmo ninguém consegue, pois  “O mundo não pode ser salvo: o pólo norte está derretendo, os ditadores governam, não existem mais peixes no mar e as pessoas estão ficando gordas. Exceto os franceses, é claro“.

jr

jr

JR

JR

maio 3, 2011

Brain spaghetti

por thaís serafini

Blu é um dos artistas da street art ou graffiti (ou o nome que se quiser dar) mais famosos atualmente e é merecido. Esse novo mural fica em Jesi, na Itália.

Aliás, Blu é italiano e só assim poderia criado uma metáfora tão boa e bonita.

blu

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